Se faz presente o cheiro de café e bolo de fubá, no correr ao casarão. Na vila, na rua de meu avô, na sua linda e pequena paulista. Ele diz e cantarola versos de paixão na surreal história de amor. Comendo bolo de fubá molhando no café quentinho, do café das terras de vovô, Fico com ouvidos atentos e olhos arregalados, ouvindo vovô dizer dessas terras, Como num passe de mágica, me conta dos desafios até chegar ali, os indios, os negros, os portugueses, que nem te conto! Vovô, parece querer advinhar, vive dizendo que o céu será arranhado. Pergunto, vovô meus olhos enxergam tamanha beleza aos céus, o que terás de mais beleza? -Filho a exuberância e esplendor virás das mãos calejada do homem construtor! -Dos casarões, às montanhas de pedras e concretro, que dará filho meu, o ver dos pássaros...
É vovô, vou brincar nos pés de café, que um dia só a lembrança ficará...
"São Paulo, pequenina, preciosa, grandiosa, dos feitos e mitos, em que acredito no dito popular, arranha céus, arranha meu coração... de pensar, dos pequeninos a fome esperar... dos grandes o desprezo avançar... São Paulo, não apenas de concreto, é poesia no ar, é cultura esbarrando em cada esquina, são olhares apressados no vai e vem de cada dia, são desejos permanentes de uma vida melhor... São Paulo doce menina nos olhos do poeta sonhador!" "Alan Wehner"
21:55 - 28/12/2006
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